Novo Doctor
Pra quem assiste a série britânica Doctor Who, hoje foi anunciado o ator que interpretará a nova versão do Doctor, e substituirá David Tennant, o X Doctor, a partir de 2010.
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Já vi este filme, ou quase
Aparentemente, Zac Efron é uma versão mais jovem do Matthew Perry (de Friends e Meu Vizinho Mafioso 1 e 2)… ou vice-versa. Ou pelo menos, este é o enredo de 17 Again, uma nova comédia com um velho tema: adulto voltando ao seu corpo de criança/adolescente após evento extraordinário e aprendendo a valorizar sua vida adulta e as pessoas à sua volta.
Eu nunca assisti nenhum filme de Zac Efron e não sou fã de seu visual too pretty, mas os poucos minutos em cena de Matthew Perry vão me levar a assistir a esta comédia, provavelmente em DVD.
Veja abaixo o trailer do filme 17 Again.
TV que vale a pena ver
Desde 2005 eu só tenho um vício televisivo: Supernatural, que vai ao ar na Warner aos domingos, às 21h (e no SBT em algum horário louco e instável, provavelmente).
Também assisto a outros shows, mas este é o único que é capaz de tomar a maior parte do meu tempo online, e o que compartilho com a grande maioria dos meus amigos – tanto na chamada vida real quanto online.
Apesar da série ser mais conhecida como terror, ela é bem mais do que isso, com grandes doses de humor, ação e drama familiar. Na verdade, o drama familiar, a relação entre os dois irmãos Winchester – Sam e Dean – seja o verdadeiro ponto central da série, e a razão pela qual tantos são apaixonados pelo show, como eu.
O criador e principal roteirista e produtor de Supernatural, Eric Kripke, sempre disse que possuía um plano de 5 anos para seu show. Se isto se concretizar, a próxima temporada – 2009/2010 – será a última. Só de pensar nisso dá tristeza. Mas, se ele seguir com o plano, o que resta na TV que seja novo, interessante, divertido e inteligente, e que não pertence à franquia CSI nem é novelesco?
Duas séries que estrearam nesta temporada conseguiram se firmar como shows que valem a pena continuar a ver: Fringe (que ainda não estreou no Brasil) e The Mentalist (que também vai ao ar na Warner, só que toda 5ª às 21h). Vou escrever sobre elas em um post futuro.
O que quero deixar registrado é que, quando Supernatural se despedir do horário nobre, haverá algo para eu assistir além dos DVD de Supernatural que coleciono e os outros trabalhos de seus protagonistas, Jensen Ackles e Jared Padalecki. Enquanto o J-squared (termo que significa J ao quadrado e que indica os dois atores cujos nomes começam com a letra J e são grandes amigos) não lançarem seus novos projetos, eu terei Simon Baker (Patrick Jane em The Mentalist) e Joshua Jackson (Peter Bishop em Fringe) para me fazer companhia.
É assim…
Professora pede aos alunos para que escrevam sobre a diversidade religiosa no Brasil. Aluninho começa seu texto assim:
“No Brasil existe uma grande variedade de igrejas. Por exemplo, tem a católica, a apostólica e tem a romana.”
Dorme com um barulho desse!
O Dia dos Pais e “A Procura da Felicidade”
Quem ainda não assistiu a este filme do Will Smith, deve fazê-lo o quanto antes.
Este filme aplica o conceito que a felicidade (e o sucesso) vem do esforço e trabalho árduo, e pode ser alcançada por todos de forma bonita, tocante, e principalmente, real. Sim, porque o Chris Gardner da história realmente existe e realmente passou por muitas privações.
Mas o que isso tem a ver com o dia dos pais, você deve estar perguntando. Bem, esse mesmo Chris da história enfrenta muitas dificuldades – inclusive sendo despejado – com o filho ao lado. E a prioridade dele é – sempre – o filho.
Chris não é perfeito, comete erros, e às vezes perde a paciência – como qualquer pai. Mas acima de tudo ama seu filho Christopher, e fará todo o possível, mais do que por si mesmo, por ele.
Feliz Dia dos Pais!
O caminho menos percorrido
Two roads diverged in a wood, and I–
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
(The road less taken, Robert Frost)
O caminho menos percorrido (the road less travelled) é uma frase de um dos poemas mais famosos de Robert Frost, poeta americano. Ela é também uma das frases que mais refletem minha experiência na faculdade.
Nos dias de hoje, um dos principais elementos na escolha de um curso superior é o salário que se poderá ter após a conclusão do curso. Por este ângulo, um dos principais cursos é o de Direito, visto que muitos concursos públicos oferecendo bons salários são apenas para esta área. Não nos esqueçamos das carreiras jurídicas – juiz, promotor, defensor, etc – terra prometida de tantos.
Eu poderia ter escolhido este caminho, afinal de contas, eu já trabalho na área jurídica há muitos anos. Porém, a observação diária me fez compreender que, embora eu admire aqueles que praticam o direito com paixão, eu pessoalmente não me encaixo neste grupo. E honestamente, cursar anos de faculdade sem paixão não me atrai, não importa quão atraente o eventual contra-cheque possa ser.
Cursei, então, Letras, habilitação Português-Inglês. Não me vejo em sala de aula ensinando, confesso, mas sei que os momentos que passei em classe, e os que ainda virei a passar quando for cursar mestrado e, quem sabe, doutorado, valerão sempre a pena. A minha paixão por língua e literatura poderá não ser aplicada diretamente ao meu trabalho no futuro, mas sua presença indireta sempre fará a diferença em mim. Porém, eu não ficarei surpresa se minha formação em Português e Inglês venha a me abrir portas na área pública, onde trabalho e pretendo continuar trabalhando.
Há milhares de ótimos bacharéis em direito pelo Brasil. Há também milhares de excelentes professores. Eu posso não em enquadrar nestes grupos, mas nem por isso deixarei de ser uma excelente profissional, não importa a área em que venha atuar.
A verdade é que busquei o caminho menos percorrido, cursar um curso superior pela paixão pela área ao invés do simples interesse financeiro futuro. Penso em cursar, mais tarde, mais uma faculdade, mas não me arrependo da que fiz. E como no poema de Frost, eu sei que isto fará toda a diferença.
O poeta tinha razão!
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!Oh! dias de minha infância
Oh! meu céu de primavera!
Que doce à vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
- Pés descalços, braços nus -.
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores -,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Casimiro de Abreu
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.– Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
Muito prazer.
Vera
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